Em Pessoal Reflexão

Deixe ir

Por um momento aquelas milhares de tatuagens clichês com "let it go" ou "let it be" começam a fazer sentido, você percebe que controlar não é a solução, ou se dá conta que não quer mais. Como num fim de relacionamento e uma paixão nova, você só está deixando algo velho ou ruim em troca de algo novo. Uma transformação, uma libertação. 
Como num estalo, um raro momento de razão você se entende e compreende o que quer, o que está acontecendo e para de olhar o lado ruim das coisas. Você não vê o copo vazio, você vê a possibilidade de enchê-lo com todas as bebidas existentes e desconhecidas do mundo. A trufa de morango é deliciosa mas não é o único sabor que deve experimentar na vida.
Tudo tem seu inicio, meio e fim. Alguns infinitos são maiores que os outros, perdoe a citação de a culpa nas estrelas mas alguns clichês – as vezes – fazem sentido. Só porque acabou não significa que foi ruim ou que não foi verdadeiro. Simplesmente foi e você não pode fazer nada em relação a isso. Talvez seja essa uma grande lição da transição criança-adulto, aceitar as coisas em vez de se perguntar o porquê delas. 
Aceitação não é se conformar. Não confundam. O desgaste de não "engolir" certas pessoas, situações e sonhos impossíveis não é algo que faz bem. É, to tentando buscar "o que me faz bem" nesse ano de 2015. Provavelmente ainda haverá muitos textos com argumentos "porque faz bem" "porque você quer" e "ponto final". 
Depois de um tempo com anedonia, depressão, tristeza e alguns problemas que eu não preciso citar aqui aprendi a dar um pouco de valor no "porque sim" e não no "por quê?" O sentido não importa e pensar em coisas que não existem mais, menos ainda. Não se iluda querendo mudar algo impossível, não lute contra o que você não tem forças para lutas. Aceite, deixe ir, deixe ser. Há coisas que não estão ao seu alcance, não bata de frente, contorne, encontre outro caminho. Veja os outros copos, entenda alguns clichês, sorria e poste uma foto no Instagram. Seja feliz ou pelo menos tente.

Cada qual o seu momento, cada qual o seu tormento, nada há que se fazer. Diante de nossa existência que nos impõe sem clemência, o fatalismo do ser. - J. Setta 
 

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