Em Minhas historias

Crawling back to you


Eu nunca te amei, essa é a verdade. Eu nunca nem gostei da sua risada idiota, da voz grossa e da sua timidez. Eu odiava sua barba, seu sorriso torto, sua cara de bebado (porque de fato você estava sempre bebado). Nunca li os seus textos de amor, nem nunca ri das suas piadas racistas. Nunca ouvi die antwoord, nem pearl jam. E nem sequer gostava de alemães. 
Suas criticas me irritavam tanto quanto os teus boa noites gigantes me acalmavam. Eu nem releio nossas conversas, já até apaguei seu numero do celular. Eu não tenho uma pasta com seu nome e nem acho o seu sorriso o mais lindo do mundo. Eu não desejo os seus carinhos e abraços toda vez que estou triste. Eu não ligo pro seu medo por coelhos, nem de aranha. Eu nem gostava do seu fascinio por aviões. O perfume que escondia o cheiro da maconha não é o melhor do mundo. Tua graça por saber que eu gostava de ti nem era tão legal assim.
Eu não entro todos os dias no shopping com a esperança de te ver por cinco segundos, eu nem ficava no corredor da faculdade só pra te ver passar todos os dias. Eu nem imagino mais que não dou certo com os outros porque você é o certo. Achava ridiculo quando me chamava de linda, princesa, pequena, bru e de quando desdenhava de mim. O seu nome não é aquele que me faz sorrir só por lê-lo, nem te considero mais o amor da minha vida. Eu odiava contar os dias pra você voltar pra cidade. Eu odeio contar todos esses anos e perceber que eu ainda não te tive. Sua babaquice é escrota, sua inteligencia perturba, seus cuidados não são necessarios. 

É, eu nunca te amei. É o que eu tento dizer todos os dias a mim mesma quando lembro de você.

Este texto foi escrito no dia 20 de setembro de 2014

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